A cicatriz ficou elevada, endurecida e avermelhada. Você pesquisou e encontrou dois nomes — hipertrófica e queloide — e eles parecem a mesma coisa. Não são, e a diferença muda o que esperar.
A cicatriz hipertrófica é uma resposta exagerada, mas contida: o corpo produziu colágeno demais durante a cicatrização, e o resultado ficou alto — só que dentro do território da ferida original.
São dois critérios, e o primeiro decide quase sempre:
Hipertrófica: respeita a borda. Ela sobe, mas não avança sobre a pele sã em volta.
Queloide: ultrapassa a linha do corte e invade a pele que nunca foi ferida.
Hipertrófica: costuma atingir o pico nos primeiros meses e depois amaciar, baixar e clarear, num processo que leva de um a dois anos.
Queloide: não costuma regredir sozinho e pode seguir crescendo.
Traduzindo em uma frase: a cicatriz hipertrófica tende a melhorar com tempo e cuidado; o queloide tende a persistir. Por isso a mesma cicatriz alta pede paciência num caso e conduta ativa no outro.
Um alerta prático: nos primeiros meses as duas se parecem muito. Por isso a classificação costuma ganhar precisão com o acompanhamento — o que a cicatriz faz ao longo do tempo informa mais que a foto de um dia.
A cicatrização tem uma fase de produção de colágeno e uma fase de reorganização. Na cicatriz hipertrófica a primeira fase se prolonga, e alguns fatores empurram nessa direção:
Onde há tensão e movimento: região do peito, ombro, parte alta das costas, articulações como joelho e cotovelo, e cicatrizes de queimadura. Em cicatriz que cruza uma articulação há um cuidado a mais — quando o tecido endurece e encurta, ele pode limitar o movimento, e aí deixa de ser uma questão estética.
As recomendações internacionais de manejo de cicatriz colocam o silicone, em gel ou em placa, como a medida não invasiva de primeira linha, com uso contínuo e prolongado — meses, não semanas. Entram como apoio a compressão, a massagem da cicatriz a partir do momento em que ela está fechada e apta, e a proteção solar, que evita que a cicatriz nova escureça e fique marcada por muito mais tempo.
Do lado do que atrapalha: esfregar, coçar, tracionar, e usar produto indicado por terceiros sem saber em que fase a cicatriz está.
Quando o caso pede conduta médica — infiltração ou procedimento — a decisão é do médico e o trabalho é conjunto. O que se faz no consultório de enfermagem é a avaliação, o registro da evolução e o cuidado continuado.
Vale não esperar completar um ano: a janela em que a cicatriz ainda está se formando é a janela em que o acompanhamento tem mais o que fazer.
A consulta registra tempo desde a lesão, medidas, altura, consistência, cor e sintomas, além do histórico de cicatrização. É essa medida inicial que permite dizer depois se a cicatriz está amadurecendo como esperado ou se está se comportando como queloide.
A partir daí se define a conduta e o intervalo de retorno.
Dra. Mirna Fontenele é enfermeira estomaterapeuta, com 22 anos de prática clínica no cuidado de lesões.
Tem doutorado em Promoção da Saúde pela UFC, com doutorado sanduíche na University of Florida, e especialização em Estomaterapia e em Ozonioterapia.
Dirige o Consultório de Enfermagem no Tratamento de Lesões, em Juazeiro do Norte. O perfil do consultório no Google reúne 62 avaliações com nota 5,0.
O atendimento acontece no Unique Business, na Rua Francisco Cândido Magalhães, 40, Sala 309, 3º andar, Triângulo, Juazeiro do Norte, somente com hora marcada. Veja o mapa e os horários.
Se a cicatriz passou da linha do corte, o assunto pode ser queloide. Operou há pouco e quer proteger a cicatriz desde o começo? Veja o acompanhamento pós-operatório.
Descreva o caso pelo WhatsApp e a equipe orienta o próximo passo.
Falar no WhatsAppDra. Mirna Fontenele · Consultório de Enfermagem no Tratamento de Lesões · Juazeiro do Norte, Ceará. Atendimento com hora marcada pelo (85) 99751-2696.
Conteúdo informativo. Não substitui avaliação presencial: cada cicatriz tem uma história e a conduta é definida caso a caso.
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